Microsoft sudo?

13, novembro, 2009 Isaque Alves Comments off

Quase inimaginável, mas a microsoft conseguiu mais uma vez chamar atenção da comunidade de usuários de software livre. Dessa vez, claro, algo sem o menor nexo.  Mas todo o crédito da façanha deveria ir para os agentes do USPTO (United States Patent and Trademark Office)…

O USPTO deu direitos a exploração de patente sobre algo denominado pela MS de “Rights Elevator”, em tradução livre:

Systems and/or methods are described that enable a user to elevate his or her rights. In one embodiment, these systems and/or methods present a user interface identifying an account having a right to permit a task in response to the task being prohibited based on a user’s current account not having that right.

Sistemas e/ou métodos[...] que habilitem ao usuário elevar seus direitos. Esses sistemas e/ou métodos oferecem uma interface de usuario identificando uma conta como portadora de um direito de executar uma tarefa normalmente proibida com base em um tipo de  conta de usuario que não possuiria normalmente aquele direito.

O mais impressionante é que esse tipo de ’sistema ou método’ vem sendo usado desde a invenção de sistemas computacionais multiusuário. Gnu/Linux, Apple Mac OS X, BSD, quer dizer, muitos ambientes operacionais usam o sudo para promover elevação de direitos de usuarios comuns para realizar tarefas administrativas .Uma simples visualização da página de resumo histórico do sudo < http://www.sudo.ws/sudo/history.html > já deveria descaracterizar tal ‘invenção’ ou ao menos situá-la como ‘invencionice’…

Conceder essa patente à microsoft é como reconhecer propriedade intelectual sobre a roda para qualquer indústria de automóveis, sob alegação de que ninguém patenteou antes porque não sabia explicar para que serviria a roda ou como ela funcionava e deveria ser construída.

É certo que a Microsoft não está nem um pouco preocupada com isso, porém se ainda existem coisas como ‘direito adquirido’ ninguém poderá acusar a comunidade de violar uma patente absolutamente inconsistente e ilegítima (a data de postulação do direito é 22 de abril de 2005). Isso também só torna mais perceptível a inépcia do USPTO frente aos direitos do comum.

Para observar algo que poderia ser encarado como displicência do USPTO, entre as referências consultadas há páginas de manual do linux, starter guides da red hat, etc. Quer dizer: havia e há motivos mais que suficientes para se recusar tal pedido.

Agora é esperar para ver as alegações ou justificativas dessa aberração jurídica.

Quase posso imaginar como seria ter que usar uma interface gráfica do tipo ‘next > next > fail’ para ‘instalar’ o ‘microsoft sudo’ nos meus Ubuntu, Fedora e Gentoo… e ao final, conseguir uma dialog box do tipo: “Microsoft sudo executou uma operação ilegal e será fechado.”

Microsoft Stinks, USPTO Sucks…

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Igrejas, pastores e ovelhas…

1, novembro, 2009 Isaque Alves 4 comentários

Acho que quase todo mundo que chegar a ler este post já sabe que sou um dissidente de Igreja evangélica. Aqui no meu setor tenho fama de polêmico e herege, mas pra mim não há problemas. 

Talvez o único problema seja que eu não tenha ainda feito o que deveria, mas vou começar por aqui.

O motivo desse post foi um determinado cartão que vi no lixo (exatamente onde deveria estar) e que continha o seguinte texto:

O segundo domingo de junho

Por alguém foi escolhido

para homenagear o pastor

o servo de Deus ungido

Quando li isso, meio que me enfureci…

Passo a explicar o por quê. 

Acho que todo mundo sabe que atualmente uma das ‘classes’ mais privilegiadas dentro das Igrejas evangélicas são os pastores: bons salários, casa própria, carro do ano… Talvez algumas pessoas digam que há aqueles que não sejam tão privilegiados assim. A essas pessoas respondo: Talvez não sejam por pensarem de forma semelhante a mim, ou simplesmente porque ainda não chegaram a alcançar o ’sucesso’ conseguido por muitos líderes carismáticos. Mesmo para aqueles com princípios, o dinheiro acaba falando mais alto que a consciência e até do que Deus.

Pastor, de acordo com a tradição, não é um cara mais privilegiado do que as ‘ovelhas’, mas um que passa por toda a merda que elas passam, pois anda junto com elas. Pisa o mesmo chão e muitas vezes não tem sequer o tempo necessário para cuidar de si próprio.  Não encontro na Bíblia uma referência sequer a pastor sendo tratado como rei, como acontece hoje em dia. E esse textozinho que encontrei faz exatamente isso. Exalta o pastor a categoria de Rei… 

E mais: o título “ungido de Deus” signfica “messias”… Quer dizer, hoje a gente tem uma pá de messias por aí, usando o nome de um ‘messias maior’… Seriam subdeuses de um deus superior?

Fala sério!

Mas no fim o motivo da fúria é a ignorância do povo. 

A metáfora do pastor já foi bem usada no passado, mas hoje, posso dizer que está desgastada e perdeu seu sentido oiginal.

Hoje, se tem mercenários a frente de Igrejas, com o objetivo fundamental de angariar fundos, o que é muito fácil… basta apenas cobrar uma contribuição como ‘mantenedor do templo’, ‘patrocinador da causa missionária’, atribuindo ao ‘colaborador’ um status diferenciado frente a congregações. 

Há tempos me afastei do modelo tradicional de igreja devido a essa discrepância.

Ah! Antes que eu esqueça, preciso afirmar também que há um objetivo especial em postar isso: Quero que você que vier a ler não se sinta constrangido como se estivesse ouvindo alguém que nega a existência de Deus ou a eficácia de seu poder… Apenas questiono a validade das insígnias que os homens tem se auto-atribuído. Quero que você reflita: para onde vai o dinheiro que você entregou nas mãos dessas pessoas? Se você é um ‘patrocinador da obra missionária’, pergunte ao seu ‘pastor’, onde está sendo investido seu dinheiro…. pois o dinheiro é seu, sim… E pergunte também, para que servem os dízimos e ofertas? Se ele disser que o tudo é para o sustento dos obreiros, pergunte novamente: quem são os obreiros? Os que ele e as convenções destacam, ou os pobres panfleteiros, que muitas vezes nem tem o que comer em casa mas por amor a Deus, saem pelas ruas entregando panfletos ou visitando de casa em casa?

Se você ler isso, já me dou por satisfeito… SE tratar de fazer essas perguntas a quem de direito, ficarei feliz, se não, o máximo que me acontecerá é não receber mais sua visita nesse espaço…

Em todo caso, é isso o que penso: Igrejas sobrevivem sem pastores [homens ordenados por homens], mas pastores [homens ordenados por homens] não sobrevivem sem uma igreja.

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Sorte de hoje no Orkut

27, outubro, 2009 Isaque Alves Comments off

A imaginação é mais importante do que o conhecimento

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Cloud Computing é mesmo o futuro?

27, outubro, 2009 Isaque Alves Comments off

Estava conversando com um colega de faculdade outro dia sobre alguns temas (java, plataformas de hardware, portabilidade) e de repente aquele tema que desperta e acirra os ânimos: Cloud Computing.

De repente estávamos em uma das mais gratificantes discussões que já tive na minha curta vida…

Defendíamos pontos de vista opostos, ele, favorável e aparentemente um grande fã e espectador dos eventos de cloud computing… Eu, um usuario de software livre metido a ‘filósofo’, hehe.

Acontece que de repente, meio sem pensar, disparei contra os argumentos do cara uma série de afirmações inspiradas em Stallman e me percebi um verdadeiro discípulo desse honrado mestre!!

Parei pra pensar (um privilégio para um ser humano nos dias de hoje, onde tudo é pré-fabricado, desde o container de email o almoço…) por um instante sobre as possíveis vantagens da computação nas nuvens… Não me ocorreu nenhum pensamento sobre vantagens para os usuários comuns da rede… Me refiro aos usuários domésticos, esses que tem computadores em casa e confortavelmente acessam a internet a partir de seus laptops, pcs, etc. Percebi também que há realmente uma indústria interessada apenas em usar a ‘nuvem’ a seu favor. Além disso, percebi que o uso de um S.O a partir da ‘nuvem’ representa uma retirada do poder de decidir, do controle do usuário sobre sua própria ‘área de trabalho’. Outro ponto que discutimos superficialmente foi a questão de segurança. Sim. Ele argumentou que a segurança será mais perfeita nas ‘nuvens’ que nos desktops comuns, pois as empresas de segurança teriam interesse nisso… 

Digo, sim!! É verdade. Mas o problema é que nem todo usuário terá cash para bancar um serviço de segurança… o que torna o ambiente ainda mais crítico, uma vez que toda forma de informação disponível em um S.O em rede está  hipoteticamente disponível  para uso por qualquer pessoa, desde que se trate de alguém com ‘poderes’ administrativos especiais.

Chamei atenção para o fato de que a ‘bela partilha de recursos computacionais’ me parece ser a maior utopia jamais idealizada.

Tudo criado tem limite. Ainda não sei se existe um tipo de dado cuja capacidade de armazenamento de informações seja realmente ilimitada (mas pensando num processador quântico, tudo é possível…).

Como essa partilha seria perfeita se nem todo mundo precisa exatamente das mesmas coisas?

Considero agravante o fato de que, conforme ele me lembrou durante a discussão, a ARPA NET ter sido a ‘mãe’ da Internet. Porém Tim Berners Lee foi o Pai juntamente com uma multidão de acadêmicos… mas isso não impediu que os projetos do governo dos USA quase que ‘monopolizassem’ os recursos tecnologicos da internet. 

 

A discussão foi longa pra caramba… fiquei com sono mas decidi postar isso antes de ir dormir.

Caracas… Isso é complicado.

Foi a mesma coisa que ele me disse no meio da discussão!!

Sei de uma coisa: Eu quero ter o direito de usar meu desktop com sistema sendo executado localmente e tendo acesso à rede mundial sem necessidade de armazenar na nuvem qualquer informação que eu realmente não deseje que se torne pública. Quanto aos  dados usados em beneficios de empresas, nesse capitalismo selvagem de hoje, não me surpreende nada a manipulação dos anseios das pessoas por uma vida melhor oferecendo nada mais que o ‘inevitável’…

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Controle de Versão com Mercurial (continuação)

18, outubro, 2009 Isaque Alves Comments off

Depois de um mó tempão sem postar nada, ocupado pracaramba, to de volta pra prosseguir com minha explanação.

Paramos na demonstração da inicialização do repositório:

isaquealves@localhost$ hg init

O comando acima cria uma estrutura para armazenamento das informações sobre o projeto em desenvolvimento, mas não registra nada. O controle de versão só começa quando executamos outro comando:

isaquealves@localhost$ hg add

ou

isaquealves@localhost$ hg addremove

É mais interessante usar o hg addremove apenas apartir da póxima revisão pois ele irá realizar sempre de uma vez uma rotina de checagem e detectará se há arquivos novos e se arquivos presentes na versão anterior foram removidos.

Após isso, executamos um commit:

isaquealves@localhost$ hg commit -m “Commit revisão 1.0.1″

ou simplesmente

isaquealves@localhost$ hg commit

Pra quem não gosta nem um pouco de ter que usar o fabuloso terminal de comandos, uma dica:

Há uma extensão para o nautilus que possibilita usar o mercurial apenas com o costumeiro ‘clique com o botão direito do mouse’…
Em particular uso o mercurial via terminal para obter clones de repositórios remotos, mas em meu desktop, dou preferência a usar o ‘nautilus-mercurial’ e o ‘tortoise-hg’.

Para instalar a extensão do nautilus, se você estiver usando o Ubuntu 9.04, use:
apt-get install nautilus-mercurial-tortoisehg
A versão oficialmente suportada até o momento em que escrevo este post é a 0.7.2.

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Controle de versão com Mercurial

1, fevereiro, 2009 Isaque Alves Comments off

Semana passada, após uma série de problemas indesejados com hardware de produção, decidi que iria mesmo utilizar um dos sistemas disponíveis para controle de versão. Inicialmente cogitei utilizar o SVN, que já conheço e utilizo, embora sem tanta frequência. Após uma boa pesquisa, e notando que o NetBeans (meu IDE favorito do momento) possuia suporte ao Mercurial, decidi experimentá-lo.
Sim. Decidi, mas não sem antes procurar entender os recursos que ele me ofereceria.

Por que o Mercurial?

Bem, também pensei isso:

- “Ora, por que arriscar com um sistema que ainda terei que aprender a usar?”

A resposta foi simples: Pela facilidade e reduzida quantidade de recursos a serem utilizados.

O Mercurial, ao contrário do Subversion (SVN) e do Concurrent Version System (CVS) não precisa de um processo servidor em execução para realizar efetivamente o controle de versão.

Por que então, não usar o GIT, famoso por ter sido escrito por Linus Torvalds?

Novamente o quesito simplicidade. O GIT é realmente muito bom, mas no momento, eu precisava de algo simples. então, o Mercurial foi a opção.

Não pretendo descrever os recursos do Mercurial nem traçar um paralelo em relação a outros CVS, apenas quero relatar a minha experiência.

Meu primeiro ‘repositório’

Vamos direto ao assunto.

Trabalho com desenvolvimento para web, e particularmente uso PHP para construir a parte lógica dos sistemas, preciso constantemente revisar algumas partes de código (acho que todo programador faz isso, ou não?). Tô enrolando de novo, não é? Foi mal…

Pois bem. Criei uma aplicação de teste para fazer esse primeiro repositório. (Lembrando que eu uso GNU/Linux, então “Terminal”,”emulador de terminal”, “linha de comandos”,”mkdir”, “touch”, “mkdirhier”, serão termos constantes aqui…).

Minha primeira aplicação controlada pelo Mercurial: a estrutura
Criando a estrutura da aplicação no terminal

isaquealves@localhost$ cd /projetos
isaquealves@localhost$ mkdirhier application/{view/{css,html},libs/{js,php},doc/{html,css}}
isaquealves@localhost$ cd application
isaquealves@localhost$ ls *
doc:
css html

libs:
js php

view:
css html

Como vocês podem notar, é uma aplicação simples. Apenas esbocei uma possível estrtura, não usável talvez na ‘vida real’…
Observem o uso particular do comando mkdirhier:

isaquealves@localhost$mkdirhier application/{view/{css,html},libs/{js,php},doc/{html,css}}

Ele cria toda a estrutura de diretórios necessária para o inicio do trabalho. :D
Eu poderia ter usado mkdir -p, mas… Keep It Simple, Stupid…

Partindo do princípio de que eu tenho o mercurial instalados…
Agora estarei mostrando como criar o repositório. Por etapas, vou mostrar o conteudo de todos os diretorios, depois, criar um arquivo index.html em application/docs/html com o conteudo “Aqui ficará o conteudo da Documentação”, um arquivo index.php em application sem conteudo, um arquivo css e um html em application/view/css e application/view/html e inicializar o repositorio. Depois de inicializado vou confirmar a adição de todos os arquivos ao repositorio.

Minha primeira aplicação controlada pelo Mercurial: o repositório
Criando o repositorio com a aplicação no terminal

isaquealves@localhost$ ls *
doc:
css html

libs:
js php

view:
css html
isaquealves@localhost$cat > docs/html/index.html << EOF
> < html >< head >
> < title >Documentação< /title >
> < /head >
> < body >< h1 >Aqui ficará o conteudo da documentação.< /h1 >
> < /body >< /html >
> EOF
isaquealves@localhost$ hg init

Até aqui, o único comando novo que apareceu foi o hg init. Esse comando inicia o repositório.
Os próximos passos serão clonar o repositório, adicionar os arquivos ao clone, o que eu demonstrarei numa próxima postagem. Por enquanto, fiquem com isso…

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Eu e as previsões de tempo

21, dezembro, 2008 Isaque Alves Comments off

Previsões de tempo são um saco… Parece que tudo vai acontecer conforme eles dizem, mas no fim, só uma parte mesmo corresponde ao que eles previram.

Hoje, domingo, eu acreditei que ia chover… chover… chover… e nada de chuva…

Não que eu goste de chuva (até que não é ruim…), é que é frustrante você se ‘programar’ para uma coisa e acontecer outra….

Sux… meteorologia sux…

Mas falando sério, ontem a chuva foi um espetáculo por duas razões:

  1. A forma como as nuvens se agruparam… parecia um exército se ajuntando para a ‘batalha’…
  2. A quantidade de água que foi despejada na Parnaíba… Acho que será um bom teste para as obras de saneamento que ainda estão sendo realizadas…

Espero que esses dias de chuva tragam coisas boas, e que não chova apenas no litoral… que as águas cheguem até o interior do estado, onde faz falta uma boa chuva… Se chovesse no sertão como choveu ontem aqui, faria um bem enorme…

Previsões de tempo são um saco… Parece que tudo vai acontecer conforme eles dizem, mas no fim, só uma parte mesmo corresponde ao que eles previram.

Hoje, domingo, eu acreditei que ia chover… chover… chover… e nada de chuva…

Não que eu goste de chuva (até que não é ruim…), é que é frustrante você se ‘programar’ para uma coisa e acontecer outra….

Sux… meteorologia sux…

Mas falando sério, ontem a chuva foi um espetáculo por duas razões:

  1. A forma como as nuvens se agruparam… parecia um exército se ajuntando para a ‘batalha’…
  2. A quantidade de água que foi despejada na Parnaíba… Acho que será um bom teste para as obras de saneamento que ainda estão sendo realizadas…

Espero que esses dias de chuva tragam coisas boas, e que não chova apenas no litoral… que as águas cheguem até o interior do estado, onde faz falta uma boa chuva… Se chovesse no sertão como choveu ontem aqui, faria um bem enorme…

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