Semana passada, após uma série de problemas indesejados com hardware de produção, decidi que iria mesmo utilizar um dos sistemas disponíveis para controle de versão. Inicialmente cogitei utilizar o SVN, que já conheço e utilizo, embora sem tanta frequência. Após uma boa pesquisa, e notando que o NetBeans (meu IDE favorito do momento) possuia suporte ao Mercurial, decidi experimentá-lo.
Sim. Decidi, mas não sem antes procurar entender os recursos que ele me ofereceria.
Por que o Mercurial?
Bem, também pensei isso:
- “Ora, por que arriscar com um sistema que ainda terei que aprender a usar?”
A resposta foi simples: Pela facilidade e reduzida quantidade de recursos a serem utilizados.
O Mercurial, ao contrário do Subversion (SVN) e do Concurrent Version System (CVS) não precisa de um processo servidor em execução para realizar efetivamente o controle de versão.
Por que então, não usar o GIT, famoso por ter sido escrito por Linus Torvalds?
Novamente o quesito simplicidade. O GIT é realmente muito bom, mas no momento, eu precisava de algo simples. então, o Mercurial foi a opção.
Não pretendo descrever os recursos do Mercurial nem traçar um paralelo em relação a outros CVS, apenas quero relatar a minha experiência.
Meu primeiro ‘repositório’
Vamos direto ao assunto.
Trabalho com desenvolvimento para web, e particularmente uso PHP para construir a parte lógica dos sistemas, preciso constantemente revisar algumas partes de código (acho que todo programador faz isso, ou não?). Tô enrolando de novo, não é? Foi mal…
Pois bem. Criei uma aplicação de teste para fazer esse primeiro repositório. (Lembrando que eu uso GNU/Linux, então “Terminal”,”emulador de terminal”, “linha de comandos”,”mkdir”, “touch”, “mkdirhier”, serão termos constantes aqui…).
Minha primeira aplicação controlada pelo Mercurial: a estrutura
| Criando a estrutura da aplicação no terminal |
isaquealves@localhost$ cd /projetos
isaquealves@localhost$ mkdirhier application/{view/{css,html},libs/{js,php},doc/{html,css}}
isaquealves@localhost$ cd application
isaquealves@localhost$ ls *
doc:
css html
libs:
js php
view:
css html
|
Como vocês podem notar, é uma aplicação simples. Apenas esbocei uma possível estrtura, não usável talvez na ‘vida real’…
Observem o uso particular do comando mkdirhier:
isaquealves@localhost$mkdirhier application/{view/{css,html},libs/{js,php},doc/{html,css}}
Ele cria toda a estrutura de diretórios necessária para o inicio do trabalho. 
Eu poderia ter usado mkdir -p, mas… Keep It Simple, Stupid…
Partindo do princípio de que eu tenho o mercurial instalados…
Agora estarei mostrando como criar o repositório. Por etapas, vou mostrar o conteudo de todos os diretorios, depois, criar um arquivo index.html em application/docs/html com o conteudo “Aqui ficará o conteudo da Documentação”, um arquivo index.php em application sem conteudo, um arquivo css e um html em application/view/css e application/view/html e inicializar o repositorio. Depois de inicializado vou confirmar a adição de todos os arquivos ao repositorio.
Minha primeira aplicação controlada pelo Mercurial: o repositório
| Criando o repositorio com a aplicação no terminal |
isaquealves@localhost$ ls *
doc:
css html
libs:
js php
view:
css html
isaquealves@localhost$cat > docs/html/index.html << EOF
> < html >< head >
> < title >Documentação< /title >
> < /head >
> < body >< h1 >Aqui ficará o conteudo da documentação.< /h1 >
> < /body >< /html >
> EOF
isaquealves@localhost$ hg init
|
Até aqui, o único comando novo que apareceu foi o hg init. Esse comando inicia o repositório.
Os próximos passos serão clonar o repositório, adicionar os arquivos ao clone, o que eu demonstrarei numa próxima postagem. Por enquanto, fiquem com isso…
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